quarta-feira, 30 de março de 2011

Rafael Cortez no Risadaria

Risadaria : Rafael Cortez foi mediador de debate sobre humor no rádio (Texto de Simone Castro especialmente para o Blog Las Cortezas)

Isto é praticamente uma regra. Quando não está com o inconfundível terno preto ou com uma camiseta do Public Enemy, Rafael Cortez veste uma camisa xadrez, e foi assim que ele apareceu no Risadaria, no último domingo, 27 para ser mediador do debate “Humor no Rádio”, mesa que reuniu os humoristas Felipe Xavier, Marcelo Barbur, Rene Vanorden e Fuzil.


Felipe Xavier, pai de personagens como Doutor Pimpolho e Peterson Foca, contou dos desafios de início de carreira, dos percalços com o “Sobrinhos do Ataíde”, das brincadeiras que se transformaram no ganha pão dele, de Paulo Bonfá e Marco Bianchi. O humorista Rene, também falou sobre o programa “Café com Bobagem” e sobre sua experiência em TV, no programa “A Praça é Nossa”. Fuzil contou que começou como motorista da rádio Transamérica. “Tipo, o cara que diz que começou na direção da rádio, não! Comecei dirigindo o carro, mesmo”. Marcelo, carinhosamente chamado de “Cello” por Rafael, comentou as dificuldades e o acúmulo de processos judiciais em decorrência dos trotes no programa Chupim, na rádio Metropolitana.

Rafael, que também faz o programa “Na Pegada”, na rádio Metropolitana, falou da dificuldade em migrar da TV para o rádio.

“Na TV eu me valho muito de caras e bocas, esse jeito tresloucado, mas no rádio esse código audiovisual não funciona. Na TV as minhas passagens geralmente são falando rápido e isso dá uma agilidade, no rádio não, você come as palavras, não é claro. Eu tenho percebido que todas as vezes que eu fui mais calmo no rádio, foi melhor”.


Questionado sobre o fracasso do programa “Notícias que gostaríamos de dar”, veiculado ano passado na Band FM, Rafael disse que foi uma tentativa de fazer stand up no rádio.

“A gente dava uma notícia falsa e depois ia para as ruas ouvir as opiniões das pessoas. Colocávamos efeitos sonoros, tudo, mas a piada não pegava”.

Os demais participantes da mesa foram unânimes em dizer que o stand up não funciona no rádio.

Após sair do debate, Rafael conversou com as pessoas que se aproximavam. Inevitavelmente um grupo de garotas com menos de 20 anos o cercou. Os olhinhos brilhavam e a atenção dele encantava ainda mais o grupo de meninas que o seguem por onde quer que ele vá.

“No CQC eu sou o mais idiota. As mulheres da minha idade não me levam a sério, elas me acham um idiota. Só quem quer ficar comigo são as garotas de 14 anos e isso é pedofilia”, completou Rafael durante o debate.


Uma garota entregou um presente, outras tantas queriam fotos, outros passantes perguntavam quem era. Certamente sem o terno preto, alguns não criaram a referência.

Rafael estava conversando e distraído quando uma pequena mão encostou-se à sua. Ao perceber que eram três anões, prontamente se ajoelhou no chão do prédio da Bienal para ficar na altura deles e olhou nos olhos de cada um. Uma cadeirante também ganhou atenção especial. Rafael, todo serelepe, traz na alma o palhaço que faz os outros rirem; mas que tem também a melancolia e a compreensão que só um grande clown possui. Depois ele não entende porque gostamos tanto dele.


Simone Castro é Jornalista e ainda acredita que a comunicação pode contribuir para ajudar a transformar o mundo em um lugar melhor. 
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Fotos Wânia Oliveira e Simone Castro
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